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Brasil

Atuação de Eduardo nos EUA preocupa campanha de Flávio Bolsonaro

Aliados temem que pedidos de sanções contra autoridades brasileiras reaproximem a candidatura do governo Donald Trump.

Eduardo articula contra o Brasil nos EUA e pode prejudicar Flávio Bolsonaro, reconhecem aliados

A atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos preocupa a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que teme a retomada da associação entre o candidato e o governo de Donald Trump na reta final da eleição presidencial. Aliados avaliam que os principais pontos frágeis da candidatura foram amenizados, mas veem risco de novos desgastes caso Washington avance com sanções contra autoridades brasileiras.

A preocupação está ligada especialmente aos pedidos de Eduardo por punições contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Para integrantes do núcleo estratégico da campanha, eventuais medidas oficiais do governo norte-americano poderiam ressuscitar o desgaste provocado pelo chamado “fantasma do tarifaço” e recolocar a relação com Trump no centro das críticas dos adversários.

Flávio, por sua vez, tenta se afastar de qualquer imagem de dependência em relação aos Estados Unidos. Durante agenda em Vitória da Conquista, na Bahia, ele negou que o governo norte-americano esteja ajudando a disputa eleitoral brasileira.

“Vamos ser bem claros, não existe ajuda do governo americano. Essa narrativa não vai colar, desculpa. Quem resolve a eleição é a gente aqui”, declarou o candidato.

Divergência entre os irmãos

No mesmo dia, Eduardo reafirmou que pede sanções contra Moraes em compromissos realizados nos Estados Unidos. O ex-deputado também disse que as decisões do governo norte-americano não deveriam ser condicionadas ao calendário eleitoral brasileiro.

“Em qualquer lugar que eu vou, peço sanção a Moraes”, afirmou Eduardo.

A equipe de Flávio não trata os ataques a Moraes como o principal problema. O próprio candidato elevou o tom contra o ministro e passou a explorar os conflitos envolvendo o STF como uma das linhas de oposição ao presidente Lula (PT). O receio é que as articulações do irmão façam a candidatura parecer alinhada às ações unilaterais de Trump.

A lembrança do desgaste comercial anterior pesa na avaliação. Na ocasião, medidas de retaliação econômica foram relacionadas por Trump à situação de Jair Bolsonaro (PL) e a decisões do Judiciário brasileiro, enquanto Eduardo atuava nos Estados Unidos em defesa de sanções. A família Bolsonaro passou a ser responsabilizada por adversários pelos prejuízos econômicos e pelos efeitos das tarifas sobre a economia nacional.

Eduardo afirma que sua atuação também busca impedir novas barreiras comerciais contra exportadores brasileiros. “A gente sempre pede para que não aumente tarifas, mas o fundamento das tarifas são problemas que Lula fez questão de não combater”, argumentou.

Segurança pública

Aliados de Flávio consideram que nem todas as ações de Trump prejudicam a campanha. Eles avaliam como favorável a cobrança feita pelo governo dos Estados Unidos ao Palácio do Planalto sobre o combate ao crime organizado.

Em documento enviado ao Congresso norte-americano, Trump afirmou que o governo brasileiro falhou no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), classificados por Washington como entidades terroristas. O presidente norte-americano cobrou “medidas enérgicas” do Estado brasileiro.

A campanha pretende usar essa crítica para reforçar a pauta de segurança pública de Flávio e ampliar o desgaste do governo Lula. A estratégia é explorar o conteúdo da cobrança sem associar diretamente o senador à autoria ou à responsabilidade pelas medidas adotadas pela administração Trump.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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