A Copa do Brasil terá mudanças na distribuição das transmissões a partir de 2027. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) dividiu os direitos em quatro pacotes, com a previsão de que a competição tenha praticamente o dobro de jogos exibidos na televisão aberta.
O novo contrato, válido para o ciclo entre 2027 e 2030, envolve o Grupo Globo, a Amazon e uma terceira emissora, que ainda será divulgada. O acordo supera R$ 4 bilhões e representa aumento superior a 80% em relação ao contrato anterior. A edição de 2027 continuará vinculada ao contrato atualmente em vigor.
A negociação também inclui os direitos da Supercopa Rei entre 2028 e 2031. Para o diretor executivo de gestão da CBF, Helder Melillo, a divisão dos direitos amplia as possibilidades de distribuição e permite que mais torcedores acompanhem os confrontos gratuitamente. “A grande mudança está na distribuição”, afirmou.
Novo modelo de transmissão
A partir de 2027, a CBF TV será responsável pela geração do sinal de todos os jogos da Copa do Brasil. As empresas que compraram os direitos receberão um sinal único, com a intenção de manter o mesmo padrão técnico e a identidade visual durante a competição.
A entidade também pretende ampliar as janelas de transmissão, reduzir a concentração de partidas em uma mesma data e diminuir a sobreposição de horários. A expectativa informada pela CBF é aumentar a atenção dedicada a cada confronto, além de ampliar as opções para o público acompanhar os clubes.
O modelo de produção segue referências adotadas por CONMEBOL, UEFA e FIFA. A CBF afirma ainda que a nova distribuição dará maior exposição aos clubes durante o torneio.
Expansão da competição
A valorização dos direitos é atribuída pela CBF à reformulação da Copa do Brasil. O torneio passou de 92 para 126 clubes e terá 128 participantes em 2027. O número de partidas também aumentou: serão 155 jogos em 2026, contra 122 no formato anterior, e 157 a partir de 2027.
A competição passou a ocupar praticamente todo o calendário nacional, ampliando as oportunidades comerciais e de exposição para clubes e patrocinadores. A final em jogo único, adotada em 2026, encerra o calendário nacional e, segundo a entidade, eleva o potencial esportivo, comercial e turístico do torneio.
O presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou que o acordo inicia um novo ciclo para a Copa do Brasil e destacou a presença de equipes de diferentes regiões do país. Para o dirigente, a estrutura de transmissão deve aproximar os clubes dos torcedores e refletir a dimensão nacional da competição.



