SÃO PAULO — Fátima Bernardes compartilhou livros que marcaram diferentes momentos de sua trajetória durante sua participação na Bienal do Livro de São Paulo. A jornalista esteve em duas mesas do evento, voltadas à transformação humana, às diferenças entre gerações e aos efeitos da presença constante das redes sociais.
As conversas ocorreram no módulo de Saúde e Bem-Estar. Em uma delas, intitulada “Quem cuida da sua atenção?”, Fátima participou ao lado de João Pedro Paes Leme. A outra, “Enquanto houver vida: uma conversa sobre as transformações que nos fazem humanos”, teve Alessandro Cunha Amaral e foi mediada por Beatriz, filha dele.
Fátima afirmou que considera importante a circulação de informações corretas e de qualidade. “Foi muito interessante voltar à Bienal”, disse a jornalista ao comentar sua participação no evento.
Obras citadas pela jornalista
A jornalista contou que prefere ficções históricas por considerar que elas também são uma forma de aprendizado. Entre os autores de que gosta, mencionou Gabriel García Márquez e Isabel Allende, além de destacar o interesse por histórias ambientadas em períodos específicos.
A primeira indicação foi Dom Casmurro (1899), de Machado de Assis (1839–1908). Para Fátima, a obra foi importante por permitir seu contato com o escritor brasileiro. O romance acompanha a relação entre Bentinho e Capitu e apresenta, pela perspectiva dele, a dúvida sobre uma possível traição.
Também foi citado Crime e Castigo (1866), de Fiódor Dostoiévski (1821–1881). Fátima relacionou o livro ao romance e à narrativa policial, afirmando que muitas histórias conhecidas atualmente têm inspiração na obra.
Entre as leituras mais recentes, a jornalista destacou Caderno Proibido (1962), de Alba de Céspedes, livro que aborda as mulheres dos anos 1950 e suas transformações. Ela ainda mencionou A Cabeça do Santo (2014), de Socorro Acioli, e Véspera (2021), de Carla Madeira, como obras que fizeram parte de sua vida neste ano.
Para completar as indicações, Fátima voltou a falar de Gabriel García Márquez (1927–2014), escritor colombiano que, segundo ela, reforçou seu gosto pela leitura. A jornalista também contou que levou uma bolsa cheia de livros recebidos de pessoas que participaram da Bienal.



