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PL vê crise no STF como oportunidade para desgastar Lula e apoiar Flávio Bolsonaro

Partido avalia explorar conflito entre ministros, mas teme que o caso Master também aumente a exposição de Flávio Bolsonaro.

PL vê crise no STF como oportunidade para desgastar Lula e apoiar Flávio Bolsonaro

O PL pretende usar a crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal para tentar desgastar Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha e fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro. Lideranças do partido avaliam que o agravamento do conflito na Corte, relacionado ao caso Master, pode ampliar a pressão sobre o governo.

A reação ocorreu depois que Flávio Dino determinou, nesta quarta-feira (9), o retorno de Andrei Passos Rodrigues ao comando da Polícia Federal. O delegado havia sido afastado na terça-feira (8) por decisão de André Mendonça, relator do caso Master. No PL, a medida de Dino foi interpretada como uma resposta à decisão do colega.

O partido prefere que Mendonça continue responsável pelos processos do Master e do Instituto Nacional do Seguro Social. Ao mesmo tempo, dirigentes avaliam que uma retirada forçada das relatorias poderia ser usada por Flávio Bolsonaro para acusar o governo de interferir nas investigações.

A crise se intensificou depois que Mendonça retirou o sigilo de parte da ação que apura a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. O material revelou diálogos em que o dono do Master teria pedido auxílio ao ministro, a Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Flávio Bolsonaro criticou a decisão de Dino durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ele classificou a medida como “uma ‘canetada’ contra os precedentes históricos do Supremo” e “uma tentativa de interferir num processo judicial”. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, também questionou a decisão do Supremo.

Risco para Flávio Bolsonaro

Uma ala do PL reconhece que o episódio pode atingir o próprio senador. Flávio Bolsonaro aparece relacionado a Daniel Vorcaro no caso Dark Horse por ter pedido recursos para financiar um filme sobre o pai. O banqueiro teria repassado R$ 63,7 milhões.

O partido também teme que a empresa Go Up Entertainment seja alcançada. A produtora recebeu recursos por meio de uma emenda parlamentar de Mario Frias, enquanto a Controladoria-Geral da União conduz uma auditoria sigilosa sobre o recebimento da verba. A apuração foi solicitada por Flávio Dino, que relata no STF ações sobre irregularidades na destinação de emendas.

Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a crise envolvendo o Master pode reduzir o impacto político do caso Dark Horse, mas demonstram preocupação com possíveis vazamentos e novas operações. Enquanto isso, assessores afirmam que Lula tenta conter o conflito na cúpula do Judiciário. A avaliação no governo é que uma disputa prolongada no STF prejudica a campanha do presidente, especialmente às vésperas do primeiro turno.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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