Salvador, Domingo, 27 de setembro de 2026
Salvador 25°C 25° / 28° Mega-Sena 3062: 5 · 9 · 11 · 17 · 18 · 38
Perto de você
Política

PF investiga negociação de emendas por assessora de Flávio Bolsonaro

Apuração cita contatos com Robson Calixto, condenado no caso Marielle, e repasses a entidades ligadas aos irmãos Brazão.

Assessora de Flávio negociou emenda com condenado em caso Marielle

A Polícia Federal investiga se uma assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, negociou emendas parlamentares com Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, condenado neste ano por organização criminosa no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).

A investigação, deflagrada em julho deste ano, aponta que Maria de Fátima Bezerra Castro convidou Calixto para um evento com Flávio Bolsonaro. A iniciativa, conforme a apuração, permitiria que ela cobrasse pessoalmente o miliciano. No telefone de Calixto, o contato da assessora estava salvo como “Fafá Flávio Bolsonaro”.

Emendas sob investigação

A PF apura se recursos enviados a entidades ligadas aos irmãos Brazão, também condenados pelo assassinato de Marielle, foram desviados. A investigação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Uma das entidades investigadas recebeu R$ 199 mil de uma emenda destinada por Flávio Bolsonaro ao Ifop (Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio). Mensagens trocadas em novembro de 2023 foram interpretadas pelos investigadores como indício de que Maria de Fátima era uma interlocutora direta de Calixto no gabinete do senador.

“Amiga não esquece do Ifop não, vê se o Senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto”, escreveu Calixto. A assessora respondeu: “Reforça o pedido com o senador”.

Além do projeto do instituto, a PF investiga o envio de cerca de R$ 400 mil ao município de Barra do Piraí (RJ). O total repassado por meio de emenda a uma organização sob investigação seria de R$ 599.128,00.

Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que a emenda foi destinada conforme a legislação e os critérios técnicos do Ministério do Esporte. O senador também disse que a entidade apresentou notas fiscais, devolveu os valores não utilizados e que a execução dos recursos cabe à beneficiária. Calixto foi preso preventivamente dois meses depois e, em julho passado, foi alvo de um novo mandado de prisão.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.