Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro, conforme pesquisa divulgada pelo Datafolha nesta quinta-feira (3). Lula tem 46% das intenções de voto, contra 44% do senador. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A disputa fica dentro da margem de erro em diferentes segmentos do eleitorado. Entre os homens, Flávio registra 46%, e Lula, 45%, com margem de erro de 3 pontos. No Sudeste, os percentuais são de 47% para Flávio e 45% para Lula, também com margem de erro de 3 pontos.
Há empate técnico entre pardos, com 47% para Lula e 43% para Flávio; entre eleitores com ensino médio, com 47% para Flávio e 43% para Lula; e nas faixas de 45 a 59 anos, com 47% para Lula e 43% para Flávio. A margem de erro nesses recortes é de 3 pontos, 3 pontos e 4 pontos, respectivamente.
Também aparecem nessa situação os eleitores de 35 a 44 anos, os brancos, as pessoas de 25 a 34 anos, aquelas com 60 anos ou mais e os moradores do Centro-Oeste/Norte. Nesses grupos, as diferenças variam de 6 pontos a 11 pontos, dentro das margens de erro indicadas pelo levantamento.
Mudanças entre as pesquisas
Entre 21 de agosto e 3 de setembro, a vantagem de Lula entre católicos caiu de 18 pontos para 12, com 51% a 39%. Entre evangélicos, a vantagem de Flávio passou de 33 pontos para 22, com 56% a 34%.
No Sul, o empate técnico se tornou vantagem de Flávio, que aparece com 56% contra 32%. Entre eleitores com ensino superior, a situação também mudou: o empate técnico passou a ser vantagem do senador, com 51% a 37%. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, o empate técnico virou vantagem de Lula, por 53% a 38%.
A maior vantagem de Lula está no Nordeste, onde tem 62% contra 28% de Flávio, diferença de 34 pontos. O presidente também lidera entre eleitores com ensino fundamental, por 59% a 33%; entre pretos, por 56% a 34%; e na faixa de até 2 SM, por 55% a 36%.
Flávio tem as maiores vantagens entre quem recebe mais de 5 SM, com 60% a 32%; no Sul, com 56% a 32%; entre evangélicos, com 56% a 34%; e entre eleitores com ensino superior, com 51% a 37%.



