SÃO PAULO — O senador Flávio Bolsonaro (PL) aproveitou o ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista para apresentar propostas nas áreas de segurança pública e saúde. Entre as medidas defendidas, estão uma ofensiva contra o PCC e o Comando Vermelho e a reestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS) com referência na iniciativa privada.
Na segurança, o candidato à Presidência propôs uma “guerra” contra as duas facções criminosas e defendeu que elas sejam classificadas formalmente como organizações narcoterroristas. Para a saúde, prometeu um sistema público com critérios associados ao Hospital Israelita Albert Einstein. “A saúde pública vai ser padrão Einstein”, declarou.
O discurso também incluiu uma promessa relacionada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio afirmou que, se for eleito, indicará cinco ministros para a Corte. Segundo ele, o número considera a vaga atualmente aberta, rejeitada pelo Senado, e aposentadorias compulsórias previstas até o final de 2030. Entre os ministros citados estão Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes, cuja substituição está prevista para o início de 2031.
Críticas a Alexandre de Moraes
No encerramento do ato, Flávio direcionou ataques ao ministro Alexandre de Moraes. Ele afirmou que seria necessário proteger o STF da atuação do magistrado e disse que o ministro deixaria a Corte. “Vou indicar cinco ministros para o STF porque o Alexandre de Moraes vai cair”, afirmou.
A manifestação ocorreu sob o coro de “Fora Lula, Fora Moraes” e foi realizada em meio à crise no STF provocada pelo vazamento de mensagens envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu a prisão do ministro, enquanto o pastor Silas Malafaia, organizador do evento, chamou Moraes de “ditador da toga”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não fez ataques nominais ao ministro, mas cobrou uma resposta conjunta do STF para investigar as denúncias. Antes dos discursos políticos, a bispa Sônia Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo, conduziu uma oração do Pai Nosso. Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado, também participou da programação, assim como a economista Daniella Marques.
Defesa do ex-presidente
A situação de Jair Bolsonaro foi outro eixo do encontro. Flávio lembrou o atentado a faca sofrido pelo pai em Juiz de Fora, em 6 de setembro de 2018, e relacionou os processos ligados aos atos de 8 de janeiro à trajetória política do ex-presidente. Ele também explicou o uso de colete à prova de balas no palanque como uma medida ligada ao risco de vida que atribui à missão recebida do pai.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, associou a liberdade de Jair Bolsonaro ao resultado das eleições de 2026. “O Jair Bolsonaro vai ficar preso mais 10 anos se o Flávio não for eleito”, afirmou.
A concentração reuniu milhares de apoiadores diante dos carros de som. A programação teve participação feminina na abertura e combinou oração, defesa do legado de Jair Bolsonaro, críticas ao STF e apresentação de propostas eleitorais.




