O debate entre candidatos ao Senado pela Bahia teve troca de acusações sobre as polêmicas envolvendo o Banco Master e críticas a alianças políticas nacionais. O encontro foi promovido pela TV Bahia e transmitido ao vivo na noite desta sexta-feira (25).
Participaram João Roma (PL), Marcelo Carvalho (Rede) e Professora Delliana (PSOL). Angelo Coronel (Republicanos), Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) foram convidados, mas não compareceram.
A discussão foi dividida em quatro blocos. O primeiro e o terceiro tiveram temas livres, com perguntas entre os candidatos. Na segunda etapa, os assuntos foram definidos previamente a partir de opções sorteadas ao vivo. O último bloco ficou reservado às considerações finais.
Banco Master e alianças políticas
Na abertura, João Roma perguntou à Professora Delliana sobre a ausência de Jaques Wagner e Rui Costa. Ela não respondeu diretamente e destacou ser a única mulher na disputa pelo cargo de senadora.
Marcelo Carvalho questionou Roma sobre a relação do sócio dele, Alfredo Pacheco, com as polêmicas do Banco Master. Carvalho afirmou que Pacheco teria adquirido mais de R$ 19 milhões com a instituição financeira. Roma disse que mantém uma empresa agrícola com o sócio, mas negou ter recebido qualquer quantia do banco, incluindo empréstimo. O candidato também mencionou que Jaques Wagner foi citado em investigações relacionadas à instituição.
Delliana perguntou a Marcelo Carvalho sobre a ligação de Roma com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Carvalho citou controvérsias do governo Bolsonaro, entre elas as mortes durante a pandemia de Covid-19 e o reforço a discursos antivacina.
Temas nacionais e propostas
No segundo bloco, os candidatos discutiram o fim da escala 6x1, o fim da reeleição no Executivo e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado por Delliana, Roma declarou ser favorável ao fim da escala 6x1 e defendeu o fortalecimento da criação de empregos na Bahia.
Ao abordar o fim da reeleição, Roma perguntou a Carvalho sobre promessas feitas por Jaques Wagner e Rui Costa para melhorar a Bahia e afirmou que o PT está há 20 anos à frente do estado. Carvalho respondeu mencionando o histórico familiar na política de Angelo Coronel, que disputa a reeleição ao Senado na mesma coligação de Roma.
Carvalho também perguntou a Delliana sobre as polêmicas no STF e o combate à corrupção. Ela afirmou que os atuais integrantes da Corte não representam a população e disse que cabe ao senador fiscalizar esse tipo de situação.
Nas considerações finais, Roma pediu votos para sua candidatura e para ACM Neto. Ele defendeu propostas nas áreas social, de educação, segurança e combate ao feminicídio. Também afirmou ser favorável à redução da maioridade penal e citou a ampliação do Pé-de-Meia e do Bolsa Presença.
Marcelo Carvalho disse ter 45 anos, ser descendente indígena Tupinambá de Olivença, em Ilhéus, professor e dirigente sindical. Ele defendeu mais investimentos em educação, saúde e qualidade de vida, além do fim das bets.
Professora Delliana afirmou ser de Ubaitaba, morar em Itabuna e trabalhar em Itarantim. Entre as propostas apresentadas, citou isenção fiscal para professores da educação básica, mais tempo para preparação de aulas, fortalecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei Maria da Penha, além da criação de Casas da Mulher Brasileira em todos os territórios da Bahia.



