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Registros de racismo sobem 40% em Minas Gerais até julho de 2026

Estado teve 194 ocorrências de racismo e 1.296 de injúria racial nos sete primeiros meses deste ano, aponta a Sejusp.

Registros de racismo sobem 40% em Minas Gerais até julho de 2026
Foto: Reprodução/Redes sociais

Minas Gerais registrou aumento nos casos consumados de racismo e injúria racial entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

No estado, foram contabilizados 194 registros de racismo consumado nos sete primeiros meses de 2026, contra 139 no mesmo intervalo de 2025. A alta foi de aproximadamente 40%. Em todo o ano passado, Minas Gerais teve 276 ocorrências.

Em Belo Horizonte, o número passou de 39 para 63 casos entre os períodos analisados, crescimento de cerca de 62%. A capital mineira terminou 2025 com 83 registros de racismo consumado.

Também houve avanço nos casos de injúria racial. Minas Gerais registrou 1.296 ocorrências até julho de 2026, ante 1.198 no mesmo período de 2025, alta de aproximadamente 8%. No acumulado de 12 meses do ano passado, foram 2.117 casos.

Na capital, os registros subiram de 211 para 254, aumento de cerca de 20%. Belo Horizonte fechou 2025 com 385 ocorrências de injúria racial consumada. Entre os crimes analisados, a injúria racial concentrou a maior quantidade de registros, enquanto o racismo teve crescimento mais acentuado, especialmente na cidade.

Denúncia em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para investigar uma denúncia de injúria racial registrada em Belo Horizonte. O professor João Vitor Saraiva, doutorando em Ciência Política, acusou o vereador Fabrício Polezi (PL), de Piracicaba (SP), após comentários feitos em redes sociais sobre um vídeo publicado por ele.

Segundo o professor, o vereador o chamou de “negrão picareta” e perguntou se ele morava em um “quilombo na Bahia excluído da civilização”. A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Racismo, Xenofobia, LGBTfobia e Intolerâncias Correlatas (Decrin), em Belo Horizonte.

Polezi nega a acusação. Em nota, afirmou que seu mandato é pautado pela “igualdade e equidade para todas as pessoas” e classificou a denúncia como “calúnia” e “difamação”.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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