A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra medidas ostensivas que tinham como alvos ACM Neto, candidato ao governo da Bahia pelo União, e Antônio Rueda, presidente do partido, no caso Master. A operação não foi realizada e aguardava uma decisão judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, conforme relatório de inteligência da Polícia Federal (PF).
O documento foi anexado a uma decisão que incluiu Mendonça no inquérito das Fake News. A PF citou a ação como exemplo de possível adoção de critérios políticos na definição de alvos pelo ministro.
No relatório, a PF avaliou que a ausência de ACM Neto nas apurações do caso Master poderia favorecer o campo político de direita na Bahia. O texto afirma que o candidato liderava as pesquisas e que, por coerência, deveria estar envolvido nas investigações.
A análise serviu de base para uma decisão do ministro Moraes, que apontou indícios fortes de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade atribuídos a Mendonça.
Moraes determinou o envio de toda a documentação ao presidente do STF, Edson Fachin, para as providências consideradas necessárias. O ministro também retirou o sigilo da decisão e dos documentos e ordenou que a PGR fosse informada.
A manifestação da PGR e a operação ainda não realizada aparecem no relatório como elementos relacionados à análise da conduta de Mendonça no inquérito.



