SALVADOR — O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou sete policiais militares por supostas agressões cometidas durante o Carnaval de Salvador, no circuito Dodô (Barra-Ondina), na noite de 14 de fevereiro deste ano. A denúncia será analisada pela Justiça, que ainda deve ouvir vítimas e testemunhas antes de decidir sobre as acusações.
O caso começou após uma discussão entre foliões, conforme o MPBA. Três homens teriam sido agredidos por integrantes de uma guarnição do Batalhão de Policiamento Turístico (Bpatamo). Entre os envolvidos estavam dois policiais militares que estavam de folga.
Acusações contra os policiais
O soldado Matheus Santos Fonseca é acusado de golpear João Vitor Dias da Cruz nas costas e no tórax. Ainda segundo o Ministério Público, ele teria atingido Rômulo Ramos da Costa Brito duas vezes na cabeça com um cassetete.
Rômulo teve fratura na mandíbula, precisou ser internado e passou por cirurgia. Lucas Mateus Cunha Cardoso e Murilo Pamponet de Oliveira também respondem por supostas agressões contra João Vitor.
A denúncia atribui ao aspirante Rosemberg Pereira Ribeiro uma agressão contra Marlon Araújo do Rosário, além de uma torção no braço dele. Chris Amon Moraes Pinheiro Santos é acusado de agredir João Vitor e de fazer ofensas homofóbicas contra ele.
Adriana da Silva teria tentado impedir que as agressões fossem filmadas por celular. Para o MPBA, essa ação pode caracterizar constrangimento ilegal.
O aluno oficial Arlinton Dourado dos Santos também foi incluído na denúncia. Ele é acusado de violência contra um policial de patente inferior e de supostas ofensas homofóbicas.
Pedido do Ministério Público
A acusação reúne documentos, depoimentos, registros médicos, fotografias, imagens de câmeras de segurança e vídeos. O MPBA pediu que a Justiça receba a denúncia, colha os depoimentos e, ao fim do processo, condene os policiais se as acusações forem comprovadas.



