SANTO ANTÔNIO DE JESUS — Heloísa, de 9 anos, recebeu alta médica em 4 de setembro, após 17 dias internada por causa da explosão de gás que atingiu três casas em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo da Bahia. Ela é a única sobrevivente entre as três pessoas atingidas pelo acidente ocorrido em 19 de agosto, na região do Casco.
A menina ainda não consegue andar e está temporariamente na casa de uma tia, onde permanece com a mãe, Ilma Oliveira. A família mora no terceiro andar de um prédio. Durante a internação, Heloísa foi tratada de queimaduras de segundo grau e fraturas na bacia e no fêmur. Também precisou usar um fixador.
Segundo Ilma, a filha apresenta melhora, mas sente dores intensas durante os curativos. “Ela está bem melhor do que esteve lá. Graças a Deus está se recuperando”, afirmou. Algumas áreas da pele ainda não cicatrizaram e novas bolhas apareceram em regiões que já haviam se recuperado. Conforme orientação médica, essa reação pode ocorrer durante o processo de recuperação.
A família também busca acompanhamento psicológico e psiquiátrico para Heloísa. Uma tia da menina, Kelly Alves Santos, disse que ela ficou mais sensível depois do acidente e precisa de acompanhamento permanente. A mãe se afastou do trabalho para cuidar da filha, e parentes arrecadam itens usados diariamente, como fraldas e curativos.
Mãe e filha morreram após a explosão
Heloísa havia ido dormir na casa da amiga Talita dos Santos Andrade, de 14 anos, quando a explosão aconteceu. Talita e a mãe, Diana Guimarães dos Santos da Silva, de 42 anos, também foram atingidas.
A avaliação inicial da Defesa Civil de Santo Antônio de Jesus apontou que o acidente pode ter sido causado pela explosão do botijão de gás. A mangueira estava vencida desde 2019.
Diana sofreu queimaduras graves e morreu em 25 de agosto, no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. Talita morreu no dia 29, na mesma unidade de saúde.



