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Homem recebe pena de 16 anos por incendiar companheira em Ibirapuã

Vítima sofreu queimaduras graves e sequelas permanentes após ataque ocorrido em dezembro de 2023, no extremo sul da Bahia.

Homem recebe pena de 16 anos por incendiar companheira em Ibirapuã

Um homem foi condenado a 16 anos, 10 meses e 20 dias de prisão por incendiar o corpo de Laurenice de Figueiredo Silva, em Ibirapuã, no extremo sul da Bahia. A decisão foi tomada na quinta-feira (3), durante julgamento realizado pelo Tribunal do Júri do município. A pena deverá começar a ser cumprida em regime fechado, conforme o Ministério Público da Bahia (MP-BA).

O ataque ocorreu na madrugada de 21 de dezembro de 2023, por volta de 1h30, na casa onde o casal morava, no bairro Nova Brasília. De acordo com a denúncia, o homem abordou Laurenice na cozinha, segurou a vítima, derramou álcool sobre o corpo dela e ateou fogo.

Os filhos da mulher estavam na residência e conseguiram conter as chamas. Eles também prestaram os primeiros socorros antes do encaminhamento para atendimento médico. Depois, Laurenice foi transferida em estado gravíssimo para o Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador.

A vítima teve queimaduras graves na face, no pescoço e no tórax. As lesões deixaram sequelas anatômicas, funcionais e estéticas permanentes. O MP-BA informou ainda que ela enfrentou intenso sofrimento físico e abalo psicológico durante as intervenções médicas e cirúrgicas.

Na ocasião, o suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Conforme as informações divulgadas pela corporação, ele teria chegado embriagado à residência antes de atacar a companheira. Também houve autuação por descumprimento de medida protetiva.

A acusação sustentou que o crime teve motivo fútil, uso de fogo e recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público também apontou que a tentativa ocorreu por razões da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar.

Segundo a acusação, o homicídio não foi consumado devido ao socorro prestado pelos familiares e ao atendimento médico especializado. Na sentença, o juiz Humberto José Marçal afirmou que a gravidade das lesões fez as consequências do crime ultrapassarem aquelas normalmente associadas à tentativa de homicídio.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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