SÃO PAULO — O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se for eleito, fará um corte amplo nos gastos públicos com apoio de tecnologia e inteligência artificial. Ele também prometeu reduzir a burocracia, as despesas e os impostos, além de buscar novas fontes de receita.
Durante uma reunião com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, Flávio disse que pretende reorganizar as contas públicas e enfrentar o que chamou de gargalos da administração. O candidato também acusou o governo atual de corrupção e atribuiu a situação fiscal à irresponsabilidade da atual gestão.
“O orçamento está muito apertado porque há corrupção para tudo”, afirmou. Segundo Flávio, a proposta inclui uma gestão mais tecnológica e a redução de custos, inclusive com menos carros.
Juros e petróleo
Flávio Bolsonaro criticou o nível atual da taxa Selic, que classificou como uma das mais altas do mundo. Ele declarou que pretende formar um governo enxuto e moderno, com medidas para reduzir os gastos e a burocracia.
Outra promessa apresentada pelo candidato foi acelerar a exploração de petróleo na Margem Equatorial. Ele afirmou que o projeto já fazia parte do plano do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022 e disse que a iniciativa não avançou durante o governo atual.
“Vamos acelerar isso exploração do petróleo, vamos buscar uma segurança jurídica para ter os investimentos”, declarou. Flávio disse ainda que a medida poderia ampliar as receitas públicas e estimou um impacto de R$ 35 bilhões a R$ 40 bilhões em 4 anos.
O candidato também afirmou que cada redução de um ponto na taxa de juros representaria mais de R$ 900 bilhões por ano para o orçamento.




