Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República, afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa um período de fragilidade institucional e deve prestar esclarecimentos à população. A declaração foi dada em uma entrevista que será exibida no domingo (6), às 20h30.
Caiado disse que, se chegasse à Presidência, exigiria a mesma conduta de qualquer chefe de poder em situações semelhantes. Para ele, uma resposta precisa ser adotada imediatamente quando a autoridade moral de uma instituição é colocada em dúvida.
“O problema todo é quando você quebra a autoridade moral”, afirmou. Na avaliação do candidato, a perda de confiança nos poderes constituídos compromete a relação entre as instituições e a sociedade.
Regras democráticas
Ao comentar a estabilidade democrática, Caiado associou o funcionamento do regime ao respeito às normas e à chamada liturgia do cargo. Ele afirmou que a democracia se diferencia da barbárie por estar submetida a regras.
O candidato também declarou que o envolvimento de autoridades em escândalos descredencia o ocupante de uma função pública para continuar exercendo suas atribuições. A avaliação foi apresentada como parte da discussão sobre a responsabilidade de chefes de poder diante de crises institucionais.
Em relação ao Judiciário, Caiado afirmou que o STF vive um momento delicado. “Precisa dar uma satisfação à população”, declarou.
Ele defendeu ainda que eventuais manifestações em defesa de ministros da Corte sejam feitas fora do próprio tribunal. Também avaliou que o Senado Federal e a Justiça Comum devem continuar avançando nas investigações relacionadas à crise do Banco Master.
A fala coloca a situação do Supremo no centro do posicionamento do candidato sobre autoridade institucional, confiança pública e cumprimento das regras democráticas. Caiado sustentou que respostas rápidas são necessárias quando a credibilidade de uma instituição passa a ser questionada pela população.



