A presença de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, no velório de Paulo Angioni provocou reações entre torcedores do Fluminense. O presidente do Flamengo participou da despedida usando um casaco branco associado ao clube rubro-negro, dentro da sede tricolor.
Angioni morreu no último sábado (12). O velório foi realizado no domingo (13), na sede do Fluminense. O dirigente de futebol teve passagem pelo Flamengo e morreu aos 80 anos.
O casaco usado por Bap seguia o mesmo modelo da penúltima camisa número três do Flamengo. Parte dos torcedores do Fluminense considerou a escolha uma provocação e uma falta de respeito ao estatuto do clube, que não permite roupas de equipes adversárias dentro da sede.
Nas redes sociais, houve críticas ao presidente rubro-negro. “Falta de respeito”, escreveu @LucasBellusci3. Já @amesmaGIO questionou a presença do escudo do Flamengo na roupa durante a cerimônia e classificou a atitude como inadequada.
Opiniões divididas
Outros torcedores não interpretaram o gesto como provocação. Para esse grupo, Bap teria usado a peça para representar o Flamengo na despedida de Angioni, que foi dirigente do clube nos anos 90.
@Garridocunha lembrou a presença de torcedores do Flamengo com a camisa do clube no velório de Dinamite, em SJ. @oeirasmarcio também defendeu que o presidente estava representando uma instituição e questionou a relevância de destacar a roupa durante um velório.
Não houve, nas informações divulgadas, uma declaração de Bap sobre a escolha do casaco. A avaliação apresentada foi a do jornalista Pedro Paulo Catonho, que considerou a presença de uma camisa do Flamengo nas Laranjeiras uma forma de engrandecer a trajetória de Angioni. Para ele, o ex-dirigente conseguiu unir grandes rivais em um momento de despedida.



