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Abel Ferreira ficará fora de duas rodadas após julgamento no STJD

Técnico do Palmeiras foi punido por chutar um microfone durante jogo contra o Mirassol; clube vai recorrer da decisão.

Abel Ferreira ficará fora de duas rodadas após julgamento no STJD
Foto: Reprodução

O Palmeiras vai recorrer da suspensão de duas partidas aplicada a Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O técnico foi punido por chutar um microfone à beira do campo durante o empate com o Mirassol, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, e não poderá comandar a equipe contra Botafogo e São Paulo, nos dias 6 e 12 de setembro.

A decisão foi tomada pela 3ª Comissão Disciplinar. O clube também pedirá efeito suspensivo para tentar evitar o cumprimento imediato da pena.

Arbitragem é absolvida

O árbitro João Vitor Gobi, o quarto árbitro Roger Goulart e o profissional do VAR Ilbert Estevam da Silva foram absolvidos. Eles haviam sido denunciados por suposta omissão na punição a Abel Ferreira.

A defesa da arbitragem, apresentada pelo advogado Eduardo Vargas, afirmou que os integrantes não viram o chute. Os auditores consideraram que a denúncia foi baseada em hipóteses e apresentava falhas que impediam a produção de efeitos legais.

Durante o julgamento, Gobi disse que estava de costas para o banco de reservas e concentrado em uma jogada de ataque do Mirassol. Segundo ele, naquele momento havia muitos jogadores na área e a prioridade era acompanhar possíveis infrações e o protocolo de encerramento da partida.

Áudio do VAR foi exibido

O advogado do Palmeiras, Osvaldo Sestário, pediu que Gobi permanecesse como testemunha. O árbitro respondeu a perguntas dos auditores e negou ter visto o chute. Antes de esclarecer se havia sido informado do lance pela equipe de arbitragem, foi interrompido por Eduardo Vargas, que afirmou que ele não era obrigado a produzir provas contra si mesmo. Gobi foi liberado em seguida.

Depois, o STJD exibiu o vídeo interno do VAR com o áudio da comunicação entre os árbitros. Na gravação, integrantes afirmam que Abel deveria receber cartão amarelo e relatam que ele havia chutado o microfone para dentro do campo com a bola em jogo. Também é ouvida a frase: “Eu assumi a responsabilidade. Eu assumi a responsabilidade”, dita por uma pessoa não identificada.

Após a apresentação das provas, Sestário pediu o afastamento da denúncia. Caso Abel fosse punido, solicitou que a pena fosse de uma partida convertida em multa. O advogado afirmou ainda que o técnico nunca havia recebido condenação relacionada à honra do árbitro nem enquadramento no Artigo 243-F.

Votação termina com aumento da pena

O auditor George Suetônio Gonet Branco votou pela absolvição. José Maria Philomeno defendeu a suspensão por uma partida. Pedro Gonet Branco pediu vistas do processo e retornou às 12h59 para votar pela suspensão, elevando a punição para duas partidas por reincidência de Abel.

Na análise, Gonet citou ofício da comissão de arbitragem ao STJD. O documento afirma que, por não ter interferido no andamento do jogo nem envolvido diretamente um atleta, o lance não poderia ser recomendado pelo VAR para revisão.

O auditor Rodrigo Buzzi acompanhou o voto pela suspensão de duas partidas. Em seguida, Adriene Silveira Hassen, presidente da 3ª Comissão Disciplinar, proclamou a punição.

A decisão foi fundamentada no Artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva, e considerou a isenção prevista no Artigo 258-B, relacionado à invasão de local destinado à arbitragem ou da área da partida.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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