Xamã afirmou que não se limita a uma única identidade musical e relacionou suas diferentes fases às referências que escuta. O cantor falou sobre o tema antes de subir ao palco do Espaço Favela, no Rock in Rio, neste domingo.
“Eu não consigo me colocar num potinho”, disse Xamã ao comentar a alternância entre músicas românticas e a persona associada a sucessos como Malvadão 2. Ele citou Raça Negra, Linkin Park e Jorge Ben Jor entre os artistas que ouve em momentos diferentes.
Mistura de ritmos
O álbum mais recente do cantor, Flerte, amplia essa combinação de referências. O trabalho foi lançado depois de Fragmentado (2025) e reúne oito faixas, com participações de Ludmilla, L7NNON, Amabbi, NP e Nomad.
No novo projeto, Xamã aproxima o rap de afrobeat, amapiano, dancehall, house e ritmos latinos. Ele também contou que está mais ligado ao boom bap por causa do álbum do Cartel, que está em construção.
“Eu acho que é metamorfose. Eu sou muito fruto do que eu escuto. Eu estou cercado por música”, afirmou.
A apresentação no Espaço Favela marcou a participação do artista no festival. Durante a conversa, ele também explicou que suas escolhas musicais mudam conforme os períodos e as influências que o cercam.



