A relação entre James Belmont e Odin, seu cão de combate, foi o ponto central para Brad Pitt na construção de seu personagem em Coração Selvagem. O filme acompanha um ex-soldado que sobrevive a uma queda de avião em uma região selvagem do Alasca ao lado do animal. Pitt interpreta James no longa da Paramount Pictures, que estreou nos cinemas na quinta-feira (24).
O ator contou que a história o levou a refletir sobre a ligação entre pessoas e cachorros. Para ele, a produção também representa uma homenagem aos animais que fizeram parte de sua vida e mostra como a convivência entre os dois personagens sustenta a narrativa de sobrevivência.
“Eu simplesmente chorei em silêncio. Aquilo realmente, realmente me tocou”, disse Pitt ao recordar o momento em que terminou a leitura do roteiro na cozinha de casa. Depois disso, decidiu investigar o que havia naquela relação que valia a pena interpretar e apoiar.
Preparação com os cães
A aproximação com os animais começou antes das filmagens. Pitt chegou três semanas antes para criar familiaridade com os cães e seus dublês. Na primeira semana, os encontros foram dedicados a atividades simples, como permanecer juntos e brincar. Nas duas semanas seguintes, ator e animais passaram a treinar movimentos e cenas de coreografia.
O trabalho também exigia adaptação durante as gravações. Como os cachorros não conheciam as falas e agiam de acordo com o comportamento natural, Pitt precisava interromper cenas para reconduzi-los. Hugo interpretava o cão principal e recebia petiscos ao longo das sequências.
Na avaliação do ator, James e Odin foram marcados pelo período em que serviram nas Forças Armadas e estiveram em combate. Embora o longa tenha uma estrutura de sobrevivência, Pitt afirmou que existe uma história de amor entre os dois, sustentada pela lealdade e pela dificuldade que enfrentam juntos.
“Somos menos sozinhos no mundo por causa dos nossos cachorros”, declarou o ator ao falar sobre o vínculo entre tutores e animais.



