O Governo Federal prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o prazo para que beneficiários do Bolsa Família e de outros programas da Seguridade Social regularizem a biometria. A exigência busca reforçar a segurança dos sistemas públicos e reduzir fraudes, direcionando os recursos às famílias que atendem aos critérios de elegibilidade.
O procedimento inclui coleta de impressões digitais, fotografia e assinatura. Quem não atender às convocações até o fim do prazo poderá ter os repasses financeiros bloqueados temporariamente ou suspensos.
Quem pode ser dispensado
As regras de acessibilidade preveem a dispensa da coleta biométrica para idosos com mais de 80 anos e para pessoas com dificuldades severas de locomoção por motivos de saúde. Nesse segundo caso, é necessário apresentar laudo médico.
Também não precisam repetir o procedimento os cidadãos que já fizeram cadastro de impressões digitais ou reconhecimento facial para emitir documentos oficiais recentes. Entre os documentos citados estão a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), a CNH, o passaporte e o título de eleitor. Nesses casos, os dados são integrados automaticamente aos bancos federais.
Orientações sobre o atendimento
Quem já tem a biometria vinculada a documentos de identificação não deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) somente por causa desse procedimento. A unidade continua responsável pela gestão e pela atualização de informações sobre renda e composição familiar no Cadastro Único (CadÚnico).
A coleta das digitais é feita pelos órgãos emissores de identidade. A orientação principal para regularizar a situação é emitir a nova Carteira de Identidade Nacional, cuja primeira via é gratuita.
Para solicitar o documento, é preciso fazer agendamento prévio no instituto de identificação do estado ou no Poupatempo e levar a certidão de nascimento ou de casamento.



