Bella Longuinho afirma que a terapia foi fundamental para atravessar os momentos de disforia e de maior fragilidade durante sua transição de gênero. A influenciadora, de 24 anos, compartilhou diferentes etapas do processo com os seguidores, mas conta que sentiu os efeitos da exposição constante na internet.
Ela diz que era avaliada pelo público pela forma de falar, de se vestir e de se comportar. “Eu fui muito julgada por tudo que eu fazia”, afirmou Bella. Segundo ela, as pessoas não compreendiam que estava aprendendo a viver como mulher durante a transição.
Cirurgias e exposição nas redes
Bella anunciou o início da transição em 2024. Em fevereiro de 2025, passou por uma feminilização facial; em junho, colocou prótese nos seios. Em setembro de 2025, viajou para Bangkok, na Tailândia, onde realizou a cirurgia de redesignação sexual por cerca de R$ 115 mil.
A influenciadora afirma que não podia se afastar completamente da internet, porque essa era sua principal fonte de renda. A exposição da rotina e o contato diário com os seguidores, segundo ela, eram necessários para garantir sua sobrevivência financeira.
Durante o período, Bella também comparou sua experiência à da amiga Maya Massafera, que passou pela transição sem dividir todos os detalhes com o público. Ela disse que gostaria de ter tido a possibilidade de desaparecer por um tempo e voltar depois, sem acompanhar as avaliações feitas na internet.
Aprendizado depois do processo
Bella conta que, no início, os comentários afetavam ainda mais seu estado emocional. “Eu queria simplesmente sumir e aprender mesmo a mulher que eu queria ser antes de ter que expor isso para o mundo”, disse.
Apesar das dificuldades, a influenciadora não considera que tenha sido necessariamente um erro tornar a trajetória pública. Ao olhar para o processo, afirma que a exposição foi importante por ter inspirado outras meninas e contribuído para seu próprio fortalecimento.



