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Trump rejeita desaceleração da IA e mantém foco na vantagem sobre a China

Presidente dos EUA minimizou riscos existenciais da inteligência artificial e disse que a prioridade é vencer a disputa tecnológica com a China.

Trump rejeita desaceleração da IA e mantém foco na vantagem sobre a China

O governo dos Estados Unidos não trata uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial como prioridade enquanto o país mantiver vantagem sobre a China. A posição foi reforçada pelo presidente Donald Trump, que também minimizou os alertas sobre os riscos de longo prazo da tecnologia.

Ao deixar Dallas, Trump foi questionado sobre a possibilidade de a IA levar à extinção da humanidade. Ele respondeu que não tinha nenhuma preocupação com esse cenário. O presidente afirmou que o objetivo central dos Estados Unidos é assegurar a liderança tecnológica global e disse que os americanos estão “liderando a China agora por um bom período”.

Alertas dentro da indústria

A declaração ocorre em meio a divergências entre pesquisadores, executivos e laboratórios americanos sobre o ritmo do desenvolvimento de sistemas avançados. Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou a funcionários estar disposto a discutir uma desaceleração da IA de fronteira em coordenação com outros laboratórios.

Evan Hubinger, líder de ciência de alinhamento da Anthropic, estimou nesta semana que existe mais de 10% de chance de uma IA avançada causar a extinção humana em uma década. Para ele, a indústria ainda não conta com um plano confiável para alinhar sistemas que possam superar a capacidade humana.

Geoffrey Hinton, considerado um dos pioneiros da IA moderna e vencedor do Prêmio Turing e do Nobel, apoiou o alerta. Ele afirmou que o risco de extinção provocado pela tecnologia “não é descabido”.

A discussão também ganhou força com a saída pública de Jacob Coxon, ex-pesquisador de pré-treinamento da OpenAI e da Anthropic. Ao deixar as duas empresas, ele disse que elas estão apostando com as vidas das pessoas na disputa pelo desenvolvimento de uma superinteligência.

Debate sobre a corrida tecnológica

Dean W. Ball, responsável por estratégia de futuros da OpenAI, informou nas redes sociais que assinou a chamada “carta de ritmo”, que defende uma redução no avanço das capacidades de IA. Ele argumentou que especialistas já não conseguem oferecer garantias robustas de que sistemas de fronteira não produzirão comportamentos perigosos e imprevisíveis.

Ball também defendeu uma participação maior dos governos na segurança da tecnologia, com ações voltadas a alinhamento, interpretabilidade e monitoramento. Na avaliação dele, essa atuação deveria incluir esforços diplomáticos internacionais, porque os efeitos negativos de um avanço isolado seriam sentidos globalmente.

A política americana combina alertas contra práticas de “destilação” atribuídas a laboratórios chineses com resistência a medidas capazes de diminuir o ritmo do desenvolvimento nos Estados Unidos. Na semana passada, FBI, NSA e CISA nomearam seis empresas chinesas de IA acusadas de minerar sistematicamente modelos de fronteira americanos.

Trump sinaliza que a vantagem tecnológica sobre a China pesa mais, para o governo, do que os alertas sobre segurança de longo prazo. Essa diferença expõe a divisão entre a prioridade geopolítica do presidente e as preocupações manifestadas por integrantes da própria indústria de inteligência artificial.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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