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Economia

Microsoft leva Copilot para o trabalho e reúne versões em um só produto

Assistente passa a priorizar empresas, com edição de arquivos, programação e automação de tarefas no ambiente corporativo.

Microsoft leva Copilot para o trabalho e reúne versões em um só produto

A Microsoft decidiu concentrar o desenvolvimento do Copilot no uso profissional e reuniu as versões voltadas a consumidores e empresas em um único produto. A companhia também deixou de priorizar a disputa por assistentes pessoais, área em que enfrentou a expansão de OpenAI, Google e Meta.

A mudança foi apresentada nesta semana durante um evento em Seattle, onde executivos mostraram a dezenas de líderes de tecnologia e negócios uma prévia da nova versão. O produto foi desenvolvido ao longo de seis meses e aproveita recursos da experiência criada para o aplicativo de consumidores.

Ferramentas para documentos e programação

O Copilot atualizado permitirá modificar arquivos do Word e do Excel dentro do próprio aplicativo ou da aba do navegador. A medida busca resolver reclamações sobre a dificuldade de usar o assistente junto aos programas de produtividade da Microsoft.

A ferramenta também terá um espaço específico para programação, com opções para criar dashboards e automatizar tarefas. O Scout, assistente que permanecia ativo e havia sido lançado anteriormente, será incorporado ao pacote com o nome de Autopilot.

Segundo Jacob Andreou, responsável pelo aplicativo unificado, a interface voltada ao público consumidor ajudou a melhorar o produto nos últimos meses. Ele afirmou que usuários individuais interessados em recursos avançados do PowerPoint e do Excel valorizam mais as possibilidades das ferramentas corporativas do que um aplicativo de conversa simples.

Algumas funções foram retiradas, entre elas podcasts personalizados e um avatar animado exibido durante os diálogos. Recursos criados para saúde, estudos e pesquisa de informações foram mantidos na reformulação.

Disputa pelo público consumidor

A Microsoft havia separado, há dois anos, equipes para desenvolver um assistente empresarial e outro pessoal. A estratégia para consumidores perdeu espaço diante do crescimento do ChatGPT, que chegou a 1 bilhão de usuários, e da integração do Gemini ao ecossistema Android do Google. Poucos consumidores aderiram ao Copilot pessoal em comparação.

Depois de ajudar a OpenAI a popularizar o ChatGPT, a Microsoft colocou Mustafa Suleyman à frente da iniciativa voltada ao público geral. Em março, ele transferiu as responsabilidades pelo produto para Andreou, ex-executivo do Snap.

A ascensão do Muse, assistente pessoal da Meta capaz de executar tarefas em nome dos usuários, também influenciou a mudança. Andreou e Charles Lamanna, responsável por recursos centrais do Copilot empresarial, disseram que o desempenho do Muse indica procura por automação baseada em inteligência artificial.

Lamanna afirmou: “Não vamos construir um Copilot que seja como um companheiro pessoal”. Para ele, a prioridade da Microsoft é ajudar as pessoas a cumprir tarefas.

Uso por empresas

No fim de junho, companhias já pagavam por mais de 30 milhões de assinaturas do Copilot. As versões básicas continuam gratuitas, mas os recursos avançados ficam restritos aos assinantes do Microsoft 365, que reúne cerca de 90 milhões de usuários pagantes.

David McLaren, responsável por dados e inteligência artificial na GHD, empresa canadense de engenharia e serviços profissionais, disse que os funcionários usam o Copilot para resumir reuniões, organizar e-mails, preparar apresentações comerciais e produzir análises para clientes.

A GHD começou a testar a ferramenta no fim de 2023 com cerca de 300 funcionários e ampliou o uso para todos os 12 mil colaboradores. “Ele ajuda a sair da página em branco”, afirmou McLaren.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, comparou a transformação provocada pela inteligência artificial no trabalho à troca de memorandos internos e fax por computadores pessoais. Para ele, a mudança envolve uma nova forma de organizar os processos empresariais.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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