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Economia

Lula anuncia MP contra bets e cobra nova fonte de receita dos clubes

Durante comício em Recife, presidente afirmou que assinará a medida em São Paulo nesta sexta-feira (25).

Lula anuncia MP contra bets e cobra nova fonte de receita dos clubes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (25) que assinará uma Medida Provisória (MP) para acabar com o funcionamento das bets no Brasil. A declaração foi feita durante um comício em Recife, capital de Pernambuco, onde também cobrou que os clubes de futebol busquem outras formas de receita.

Lula disse que os times não deveriam depender do dinheiro das apostas para se manter. Ele citou os valores recebidos por Flamengo e Corinthians e afirmou: “Vão ter que arrumar outro jeito de arrumar dinheiro porque a bet vai acabar”.

O presidente também declarou que a Lei das SAFs foi aprovada para que os clubes se transformassem em empresas, mas que isso não teria ocorrido porque as equipes preferiram buscar recursos nas bets.

Assinatura da medida

Segundo Lula, a MP será assinada em São Paulo, ainda nesta sexta-feira (25), durante um ato oficial. A proposta, porém, não deve proibir as apostas esportivas no Brasil. A possível mudança prevê restrições aos cassinos on-line, o que pode reduzir a capacidade financeira de empresas do setor.

Dirigentes de clubes temem uma queda nos investimentos destinados ao futebol. Nos últimos anos, as bets passaram a ocupar espaço relevante no mercado de patrocínios das equipes brasileiras.

O Flamengo pode ser diretamente afetado porque tem a Betano como patrocinadora master. O contrato vai até o fim de 2028 e prevê receita fixa de R$ 268 milhões por temporada. A empresa já comunicou informalmente ao clube que pode rescindir o vínculo, mas não houve notificação oficial.

Nota do Flamengo

Em uma nota oficial, o Flamengo criticou a decisão do Governo Federal e defendeu a preservação da segurança jurídica, da capacidade de investimento e da sustentabilidade das instituições esportivas.

O clube afirmou que o Congresso aprovou a regulamentação das apostas esportivas, o governo estabeleceu as regras e as empresas fizeram investimentos para operar legalmente, com fiscalização, tributação e proteção ao consumidor. Para o Flamengo, eventuais problemas deveriam ser corrigidos com o aperfeiçoamento das normas, e não com a desmontagem do marco regulatório.

A instituição também declarou que a mudança pode atingir o futebol profissional, as categorias de base, o futebol feminino, os esportes olímpicos e os campeonatos. Segundo a nota, o impacto pode alcançar empregos diretos e indiretos, empresas de comunicação, marketing e tecnologia, fornecedores, arenas e prestadores de serviços.

Mercado ilegal

O Flamengo argumentou ainda que o fim das empresas autorizadas não acabaria com as apostas. Na avaliação do clube, o mercado clandestino poderia ocupar esse espaço, reduzindo a fiscalização e a arrecadação pública.

Pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em maio de 2026 com 2.291 apostadores em todo o país, apontou a presença de práticas ligadas ao mercado ilegal. Estudo da LCA Consultores baseado nesse levantamento estimou que entre 38% e 44% do valor apostado on-line no Brasil ocorre em plataformas clandestinas.

A participação estimada do mercado ilegal era de 41% a 51% em 2025 e passou para 38% a 44% no primeiro semestre de 2026, após a regulamentação.

Na nota, o Flamengo afirmou que o Brasil precisa combater o jogo ilegal e proteger a população, mas também preservar a segurança jurídica, os investimentos e a sustentabilidade das instituições esportivas.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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