SÃO PAULO — A disputa entre Cláudio Carotta e Eduardo Landim pela Frutaria São Paulo ganhou novos desdobramentos enquanto empresas ligadas à rede acumulam cerca de 3,3 milhões de reais em cobranças. O levantamento apresentado por Landim reúne débitos com fornecedores, protestos e processos judiciais.
A Lyfe Participações, empresa ligada a Carotta, teve um recurso negado em abril pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão manteve a suspensão dos direitos políticos da companhia nas sociedades do Grupo Frutaria.
O tribunal apontou “fundados indícios” de condutas incompatíveis com o interesse social. Entre os pontos citados estão a abertura de um estabelecimento concorrente perto de uma antiga unidade da Frutaria São Paulo, a concentração de marcas concorrentes em um mesmo aplicativo de delivery e a possibilidade de confusão entre os negócios. A decisão também mencionou possível aproveitamento parasitário da marca.
Cobranças e investimento
Entre os débitos reunidos no levantamento está uma cobrança de aproximadamente 1,6 milhão de reais em aluguéis contra o Empório Frutaria da Oscar Freire, em São Paulo. A empresa enfrenta uma ação de despejo. Já a Néctar soma cerca de 540 mil reais em dívidas de locação.
A Moriah Asset entrou no grupo como investidora em janeiro de 2024. A empresa foi fundada por Fabiano Zettel e passou a integrar a estrutura formada por Frutaria São Paulo, Empório Frutaria e Néctar. O plano divulgado naquele momento previa elevar o faturamento conjunto de 120 milhões para 200 milhões de reais e ampliar a abertura de lojas.
Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, está preso preventivamente desde 4 de março nas investigações relacionadas ao Banco Master. A Moriah também foi alvo de decisões que determinaram a quebra de sigilos bancário e fiscal no caso.
A disputa societária começou entre Carotta e Landim, que fundaram a Frutaria São Paulo. A Lyfe já havia sido excluída da sociedade por decisão judicial mantida pelo TJ-SP, mas os efeitos definitivos dependem do trânsito em julgado.



