A Polícia Civil aponta Theo Macedo e Dantas como o principal fornecedor de entorpecentes para Erick Castro Gusmão Seixas, identificado como chefe de um esquema que atendia médicos, empresários e advogados na Bahia. Segundo as investigações, Theo usou a própria conta bancária e uma empresa inativa da mãe para receber e lavar os lucros do grupo.
Theo foi apontado como o maior remetente de valores analisado na investigação, com R$ 621.489,73 movimentados. Quebras telefônicas e financeiras indicaram pagamentos feitos diretamente por revendedores. As conversas também mostraram a proximidade entre Theo e Erick Castro Gusmão Seixas.
Uso de familiares e bens de luxo
A investigação aponta que outros suspeitos também recorreram a familiares e terceiros. Erick registrou carros de luxo no nome da avó. Matheus Ribeiro Mello do Nascimento usava contas de outras pessoas para fazer e receber pagamentos e utilizava o carro do pai. Ele era responsável por buscar fontes de abastecimento de drogas no Paraguai.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos mantinham uma rotina de classe alta, com carros caros e moradia em áreas nobres das cidades. Medidas judiciais atingiram diversos bens durante a operação. Entre os veículos estão Audi A4 e Q3, BYD Song Plus GS DM, Honda CR-V Touring, Volkswagen Amarok, Jeep Compass, Chevrolet Tracker e uma Honda NXR 160 Bros. Juntos, os veículos ultrapassam R$ 1,1 milhão.
Venda pelas redes sociais
A Polícia Civil informou que as drogas tinham alto valor de mercado e eram compradas principalmente por pessoas de classe alta. Os produtos eram anunciados em perfis no Instagram com nomes como ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA.
Os pedidos eram negociados por mensagens privadas, e os pagamentos ocorriam principalmente por Pix. Após a negociação, os entorpecentes eram entregues em locais combinados ou enviados para outras cidades.



