O Bolsa Família deve manter os valores atuais e contar com um orçamento menor em 2026. A proposta de orçamento enviada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional não prevê reajuste para o programa até 2027.
O projeto estima gastos de R$ 157,1 bilhões com o Bolsa Família em 2026. O valor é inferior aos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões executados em 2025. A proposta foi encaminhada na última segunda-feira de agosto.
Em agosto, cerca de 19,3 milhões de famílias receberam o benefício. O programa atende famílias em situação de vulnerabilidade social, com pagamentos definidos conforme a renda e a composição familiar.
Para participar, é necessário ter renda mensal de, no máximo, R$ 218 por pessoa. O benefício mínimo é de R$ 600 por família, mas o valor final pode variar de acordo com o número e o perfil dos integrantes.
Como o benefício é calculado
O Benefício de Renda de Cidadania paga R$ 142 por integrante da família. Quando essa soma não chega a R$ 600, o Benefício Complementar assegura o valor mínimo.
O Benefício Primeira Infância acrescenta R$ 150 por criança entre zero e sete anos incompletos. Já o Benefício Variável Familiar paga R$ 50 por gestante, nutriz ou pessoa com idade entre sete e 18 anos incompletos. O Benefício Variável Familiar Nutriz acrescenta R$ 50 por bebê de até seis meses.
Calendário até dezembro de 2026
As datas de pagamento são organizadas conforme o Número de Identificação Social (NIS). O calendário previsto para os últimos meses de 2026 é:
- Setembro: 17/09 a 30/09;
- Outubro: 19/10 a 30/10;
- Novembro: 16/11 a 30/11;
- Dezembro: 10/12 a 23/12.




