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Anthropic bloqueia ataques com IA e relata tentativas de extrair recursos do Claude

Empresa diz ter impedido usos de seus modelos em armas biológicas, ciberataques e sistemas militares.

Anthropic bloqueia ataques com IA e relata tentativas de extrair recursos do Claude

A Anthropic afirmou ter interrompido campanhas de ciberataques ligadas a grupos de hackers apoiados pelo governo russo. Os criminosos usavam o Claude para identificar vulnerabilidades e invadir redes, enquanto pessoas atuavam mais como supervisores do que como operadores diretos.

A empresa divulgou seu primeiro relatório de inteligência sobre ameaças e informou que também bloqueou pedidos para aumentar a precisão de mísseis e melhorar o direcionamento de drones militares. As instituições e os países envolvidos não foram identificados.

Uso em pesquisas e armas

A Anthropic apontou uma tentativa de uma instituição científica estrangeira de usar o Claude para otimizar protocolos de pesquisa relacionados a agentes patogênicos perigosos. A companhia não informou qual era a instituição, onde ficava nem quais agentes biológicos e técnicas de pesquisa estavam envolvidos.

O relatório afirma que existe uma preocupação antiga sobre a possibilidade de modelos de inteligência artificial alcançarem capacidade suficiente para auxiliar de forma significativa na criação de armas biológicas. A empresa disse ainda ter frustrado tentativas de atores estatais e não estatais voltadas ao desenvolvimento desse tipo de armamento, à automação de ciberataques e ao aprimoramento de sistemas de armas.

Jacob Klein, chefe de inteligência de ameaças da Anthropic, afirmou que a evolução dos modelos criou riscos novos. “Há um ano, essas capacidades simplesmente não existiam.”

Tentativas de extração do Claude

A startup, apoiada pela Amazon, acusou concorrentes chineses de tentar invadir seus sistemas para extrair recursos do Claude e usá-los no aprimoramento de ferramentas próprias de inteligência artificial. A prática é conhecida como destilação.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou não ter conhecimento do relatório. O governo chinês defende que a inteligência artificial deve ser desenvolvida para o bem e rejeita a distorção de fatos e campanhas difamatórias contra o país.

Dois pesquisadores da Anthropic também alertaram nesta semana que o avanço rápido da inteligência artificial poderá levar à extinção da raça humana em um futuro não muito distante. A empresa afirmou que os riscos aumentam à medida que os modelos ganham capacidade.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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