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PF investiga possível articulação de ACM Neto em contratos de R$ 80 milhões

Ministro Kassio Nunes Marques negou pedido de busca contra o político, apesar de parecer favorável da PGR; ACM Neto nega irregularidades.

Operação Overclean: PF investiga ACM Neto sobre possível articulação em contratos de R$ 80 milhões; Nunes Marques negou busca, revela CNN Brasil - Jornal Grande Bahia (JGB)

A Polícia Federal investiga a possível participação de ACM Neto em uma frente da Operação Overclean que apura suspeitas de direcionamento de contratações na área de Educação de Belo Horizonte. Os contratos investigados, firmados entre 2024 e 2025, somam mais de R$ 80 milhões.

A corporação pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para fazer busca e apreensão contra o ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia. O ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso, negou a medida, embora a Procuradoria-Geral da República tenha se manifestado favoravelmente.

Contratos investigados em Belo Horizonte

A décima fase da operação foi deflagrada em 17/09/2026, com 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. A PF apura pelo menos três procedimentos destinados ao fornecimento de serviços e materiais didáticos na estrutura da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte.

Segundo a corporação, os fatos podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O valor superior a R$ 80 milhões corresponde à soma dos contratos sob análise e não representa, por si só, prejuízo comprovado aos cofres públicos.

Entre os investigados estão Bruno Oitaven Barral, ex-secretário municipal de Educação de Belo Horizonte, o empresário José Marcos de Moura e os irmãos Fábio e Alex Parente. A PF não divulgou nominalmente os alvos no comunicado oficial da operação.

Relação com ACM Neto

A investigação examina se ACM Neto teve participação na articulação que levou Barral à Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte. A hipótese é de que a indicação possa ter relação com o favorecimento de empresários em contratações públicas. Até o momento, essa é uma linha investigativa, e não uma conclusão judicial sobre responsabilidade criminal.

Barral comandou a Educação de Salvador durante a administração de ACM Neto e foi nomeado secretário em Belo Horizonte em 16/04/2024. Durante sua gestão na capital mineira, foram celebrados três contratos com empresas ligadas a Alex Parente, segundo os elementos reunidos na apuração.

A PF também identificou mais de 200 contatos telefônicos entre ACM Neto e José Marcos de Moura entre agosto e dezembro de 2024. Uma dessas comunicações teria ocorrido no mesmo dia em que integrantes do grupo ligado a Moura transportaram cerca de R$ 5 milhões em espécie em Salvador. Os documentos públicos não demonstram que ACM Neto tenha recebido o dinheiro ou participado do transporte.

Pedido de busca e defesa

A representação da PF foi apresentada em janeiro de 2026, e a PGR deu parecer favorável à medida em fevereiro. A decisão de Nunes Marques permanece sob sigilo. A negativa não encerra a investigação nem representa arquivamento ou conclusão definitiva sobre os fatos apurados.

ACM Neto nega participação em irregularidades. Ele afirma que a divulgação das suspeitas durante a campanha eleitoral seria uma tentativa de interferência no pleito baiano. O político também sustenta que não havia, anteriormente, apontamento de conduta ilícita contra ele desde o início da Overclean, em dezembro de 2024.

A operação foi deflagrada originalmente em 10/12/2024 por Polícia Federal, Ministério Público Federal, Receita Federal e Controladoria-Geral da União, com apoio da Homeland Security Investigations. A investigação inicial envolvia suspeitas relacionadas a contratos e recursos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas na Bahia.

A PF informou que o grupo investigado movimentou aproximadamente R$ 1,4 bilhão no período analisado e celebrou cerca de R$ 825 milhões em contratos somente em 2024. Na primeira fase, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de prisão preventiva.

A documentação disponível até 19/09/2026 ainda não esclarece a composição individual dos contratos superiores a R$ 80 milhões, todas as empresas beneficiárias, a origem orçamentária das contratações ou a existência de prejuízo efetivo. Também não está estabelecida a relação causal entre a indicação de Barral e os contratos investigados.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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